Sou um pouco hipócrita ao escrever tudo isso, já critiquei, critico e criticarei os outros, mas nunca deixei de tentar ver o que se passou na cabeça de alguém. Peço para que tentem me ler, literalmente. Concordar? Não, o mundo seria muito chato com todos tendo a mesma opinião.
O tempo, ou a falta de tempo, abstraiu a capacidade do ser humano de compreender o outro, de respirar, de contar até três, de ver aquilo além de qualquer aparência. Todos se perderam em um mundo de conceitos, preconceitos, cor, raça, orientação sexual, sexo, peso em quilogramas, dinheiro.
Vivemos em um mundo cheio de gente intolerante, arrogante. Uns se acham mais cultos e inteligentes que outros por lerem Tolstoi, Dostoievski ou Bukowski. Outros chamam de cultura reality shows. Há quem chame de fútil aquele que goste de gastar dinheiro, como também há aqueles que chamam de pedantes aqueles que ligam para casa de pessoas arrecadando dinheiro para alguma instituição.
Eu sou quieta mesmo. Gosto de ouvir, observar, conhecer as pessoas com quem estou lidando. Sinto-me com super poderes, entendo mentes, gestos, olhares como poucos. Infelizmente, tudo tem seu preço. Enxergo o ser humano como ninguém, mas quem me enxerga? Peço que tentem me ler, figurativamente.
